EXCLUSIVO – Valentina Feroz conta grandes detalhes sobre a sua carreira na WWE

Em entrevista exclusiva ao Wrestling Notícias, a estrela brasileira Valentina Feroz revela detalhes inéditos sobre sua carreira na WWE, desde os desafios até os momentos mais marcantes. Prepare-se para uma conversa reveladora com uma das maiores promessas do wrestling nacional!

Valentina, você poderia contar um pouco sobre como foi sua transição do judô para a luta livre? O que te motivou a fazer essa mudança?

R: Oi, boa tarde. A minha transição do judô do jiu -jitsu para a luta livre foi a oportunidade mesmo, eu recebi a proposta de fazer o tryout no Chile e eu achei bem legal, né? Eu não sabia muito do mundo da luta livre, eu fazia wrestling, fazia judô, fazia jiu-jitsu. Eu gostava do mundo da luta e já conheci a Tainara, e aí ela me falou que ela estava trabalhando na WWE e também ela me falou sobre o tryout, sobre a prova, se eu queria participar, eu achei legal e eu gosto de desafio, então eu resolvi tentar fazer o tryout e aí eu passei, como eu passei, e eu falei, ah, vou lá, vou lá ver o que vai acontecer, como vai ser.

Foi uma transição assim, bem para mim foi fácil fazer a transição porque eu já sabia uma base de luta, o que foi difícil foi aprender inglês porque quando eu cheguei aqui eu não sabia falar inglês, eu sabia o básico do básico e aqui na WWE tudo falava inglês, os treinamentos, então até a única transição diferente foi aprender a falar inglês, mas em si, rolamento, luta, treinar para mim foi maravilhoso, eu sempre gostei de desafio, gostei de treinar, então isso, o mundo da luta para mim sempre me encanta.

Quem são suas maiores inspirações dentro e fora do mundo do wrestling?

R: Assim, a minha maior inspiração dentro do mundo do wrestling, que quando eu cheguei aqui eu comecei a estudar, aprender sobre esse mundo, eu acho que quando você quer evoluir na empresa, você tem que aprender, você tem que estudar bastante, porque aqui pede muita dedicação, estudo, então eu comecei a assistir várias lutas do Rey Mysterio, eu amo, assim, um dos caras que eu sou muito inspirador, que eu adoro o estilo de luta. Eddie Guerrero, eu começo a assistir muitas lutas dele, o Legado Del Fantasma, o grupo, o Santos Escobar é um cara que eu tenho muita admiração, eu gosto do estilo de luta dele, e é claro, trabalhar com a Julissa fez eu gostar muito mais desse estilo mexicano, desse estilo japonês também, que eu adoro.

Em suas primeiras lutas televisionadas no NXT, você enfrentou competidoras experientes como Xia Li e Zoey Stark. Como essas experiências iniciais ajudaram a moldar quem você é hoje nos ringues?

R: Sim, no começo da minha carreira, eu tive a oportunidade de lutar com várias atletas com um nome grande, como Zaya Lee, Zoe Stark, Raquel, várias outras, porque aqui todas as meninas que trabalham na empresa têm um potencial enorme. Eu tive a oportunidade de lutar com todas, trabalhar com todas, e isso fez-me evoluir muito na minha carreira dentro da empresa. Eu aprendi bastante, meu inglês evoluiu, os treinamentos, eu fui sentindo mais autoconfiança dentro do ringue, e graças a Deus agora eu não fico mais nervosa para lutar ou para fazer uma promo, uma apresentação. Esses cinco anos eu me dediquei bastante, graças a Deus eu sempre quis colocar uma luta boa que seja para os dois. Eu sempre tentei treinar ao máximo, me dedicar ao máximo para a luta acontecer, para ser perfeito, para trazer entretenimento para os fãs. Eu sempre me dediquei bastante em relação a isso, e graças a Deus as meninas que trabalhavam comigo sempre foram maravilhosas, sempre foram bem atenciosas, sempre me ajudaram em cada detalhe, me deram dicas no começo, não tem o que reclamar. Eu tenho que agradecer a todas as meninas com quem eu trabalhei, com quem eu lutei, eu sempre tive lutas boas com atletas bons.

Você formou dupla com Yulisa Leon em várias ocasiões. Como vocês desenvolveram aquela química no ringue e quais foram os desafios e triunfos de competir na divisão de tag team?

R: Eu e a Julissa, além de ser amigas, a gente trabalhou juntas. A Julissa para mim é como uma irmã dentro da empresa. A gente se uniu bastante, treinava muito, fazia vários movimentos de tag team, ficava planejando para fazer movimentos bons, para representar nossos países, representar a América Latina. A Julissa tem um potencial enorme, um talento enorme, uma garota super inteligente. A gente fazia aula de inglês junto, fazia aula de promo junto, treinava junto. A gente criou uma amizade imensa e, com a Julissa, trabalhamos muito duro, treinamos bastante, recebemos várias oportunidades boas. Então, a gente é muito grata e pretende seguir em frente agora nessa nova fase da nossa carreira.

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Durante sua jornada na WWE, quais foram os maiores desafios que você enfrentou e como você os superou?

R: Quando eu cheguei na WWE, o maior desafio pra mim foi aprender inglês mesmo, porque eu saí totalmente da minha área de conforto. Eu falava português, falava espanhol, mas não tinha noção de como era dentro da empresa, como era falar inglês. Tem muita reunião, muitas aulas, muitas palestras, então no começo, aprender a falar inglês e entrar no ritmo de viagem. Aqui na empresa, tudo você faz sozinho: você viaja sozinha, vai para um ponto sozinha, pega o ônibus sozinha, tudo você faz sozinha. Aqui todo mundo é independente, então esse ritmo no começo pra mim foi bem difícil. Mas depois que eu passei o primeiro ano, peguei o embalo, fui aprendendo a falar inglês, participando das aulas, me dedicando, perguntando e tirando dúvidas. Cada oportunidade que chegava, cada luta, cada treinamento, eu fui evoluindo e aprendendo. Graças a Deus, tive professores maravilhosos, técnicos maravilhosos que contribuíram para a minha carreira, que fizeram eu evoluir no meu inglês e como atleta, crescendo dentro da empresa. Um dos coaches que eu tenho muita admiração é o coach Smiley, Corino, coach Brook Sy, todos com potencial enorme. Fitz, um técnico de excelência, e coach Brum, coach Brook Sy foram técnicos que me ajudaram muito no começo da minha carreira, que fizeram eu evoluir bastante.

Como uma lutadora brasileira na WWE, qual é a importância da representatividade para você? Você sente que tem um papel em inspirar futuros talentos no Brasil?

R: Ah, eu me sentia muito honrada em representar o povo brasileiro. Tinha muitos fãs brasileiros que me apoiavam bastante, que estavam ali, então eu sempre tentava me dedicar e fazer o máximo. Fazia minhas promos, lutava, representava cada um, porque eu sei que muita gente no Brasil gosta do pro wrestling. O pro wrestling está crescendo bastante, a WWE está evoluindo bastante, e eu sei que eles amam de paixão. Então, eu me sentia honrada em representar cada um, me sentia muito feliz em fazer um ótimo trabalho, me dedicar para estar na televisão, tentar fazer de tudo para fazer um bom trabalho e deixar o público feliz, os fãs felizes, porque a felicidade deles também é a minha felicidade. Eu sei que vários atletas no Brasil têm o sonho de chegar na WWE, e às vezes é bem difícil chegar aqui, não é uma coisa fácil. Ter um brasileiro representando e dizer “eu consegui, você também pode conseguir”, “acredite nos seus sonhos, você também pode chegar aqui”, eu acho que dá essa esperança para eles. Então, eu tentava ao máximo realizar os sonhos deles e realizar os meus sonhos também.

Quais são seus objetivos a curto e longo prazo agora que seu contrato com a WWE está chegando ao fim?

R: Agora que o meu contrato com a WWE chegou ao fim, eu já sentia que, para todo mundo, chega uma hora que tem o começo, o meio e o fim. Eu estava sentindo que esse momento ia chegar, por tudo que aconteceu na empresa. Então, comecei a me preparar para esse momento, que eu sabia que podia chegar tarde ou cedo. Ia chegar, chega para todo mundo. E eu fui me preparando. Agora, estou muito feliz. Não estou chateada nem nada, estou muito feliz e muito grata pela WWE, por todas as oportunidades, pelas portas que se abriram, por me fazer conhecer pessoas maravilhosas, ter contato com pessoas incríveis. Treinei com os melhores técnicos de luta livre, os melhores atletas de luta livre. Estou super honrada, muito feliz. Mas agora o próximo passo é continuar. Estou entrando em contato com várias empresas. Eu e a Julissa pretendemos trabalhar juntas, sim, porque trabalhamos muito duro na WWE para formar nossa equipe, para fazer nossos movimentos. Pretendemos continuar trabalhando juntas e estamos ansiosas para o futuro, contando os dias para voltar aos ringues.

Qual conselho você daria para jovens atletas que sonham em seguir uma carreira no wrestling profissional?

R: Eu acho que a minha dica para as pessoas que querem fazer pro wrestling, que querem entrar na WWE, que querem entrar nesse mundo da luta, é não ter vergonha de falar, de se expressar, de tentar. Se você errar 20 vezes, continue. Aprender inglês é muito importante. Aprender inglês, fazer aula de arte é muito importante, atuar e acreditar nos seus sonhos. Nada é impossível quando você crê, quando você tem dedicação, quando você treina. O mundo do pro wrestling é imenso, esse mundo de luta livre é imenso. Vá aceitando as propostas, vá batendo nas portas. As portas vão fechar, mas continue batendo que uma hora vai abrir. E, se Deus quiser, vai ter muito mais atletas aqui nos Estados Unidos lutando, brasileiros, representando a nossa cultura, que é maravilhosa.

Gostaríamos de expressar nossa profunda gratidão à Valentina Feroz por tudo o que ela tem feito pelos brasileiros fãs de Pro Wrestling nos Estados Unidos e por nos conceder esta entrevista. Até a próxima!

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