Jim Ross defende Eric Bischoff das recentes acusações de que teria “matado” a WCW

Em meio às reações ao lançamento do documentário “Who Killed WCW”, diversas opiniões têm sido expressas sobre o declínio da finada empresa. Uma das vozes mais respeitadas no pro-wrestling, Jim Ross, abordou o tema em uma recente edição do podcast Grilling JR, onde defendeu Eric Bischoff, ex-presidente da WCW, das acusações de ser o principal responsável pelo seu fim.

Ross argumentou que a verdadeira causa da queda da WCW foi a gestão corporativa da AOL Time Warner, e não a liderança individual de Bischoff. “Não creio que se possa atribuir a culpa a uma única pessoa”, afirmou Ross. “Foi mais uma decisão corporativa que resultou no rápido e súbito declínio da WCW. Eric recebeu uma parcela injusta da culpa, o que, na minha opinião, não é justo.”

Ele também destacou a falta de suporte interno que Bischoff enfrentava: “Teve pouco respaldo dos altos cargos. A política e os egos tiveram um papel importante nisso. O foco nos shows ao vivo e eventos em tempo real estava praticamente morto. Simplesmente não havia dinheiro porque, como se diz, a WCW não estava entregando o que o público queria ver.”

Além disso, Ross refletiu sobre sua própria carreira no pro-wrestling, destacando como sua decisão de juntar-se à WWE foi crucial: “A decisão mais inteligente que fiz foi ir trabalhar para Vince [McMahon]. Construímos um plantel incrível durante a Attitude Era, repleto de futuros membros do Hall of Fame.”

“Vince me permitiu fazer meu trabalho. Às vezes eu acertei, outras não, mas a maioria foi bem-sucedida. E desenvolvemos grandes estrelas desse grupo, que nos ajudaram a progredir. Eles fizeram um excelente trabalho; tinham fome e talento, e se desenvolveram. E então motivaram outros colegas como Triple H e Cactus Jack, entre outros. Foi uma corrida muito boa. Estou contente por ter tido a chance de explorar isso e estar envolvido”, concluiu Ross.

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